Os vinhos produzidos no RS

Mapa dos vinhos do RS

O RS é estado brasileiro responsável por mais de 80% dos vinhos produzidos no país. De forte presença de imigrantes italianos, a maioria vinda do Vêneto, desde sempre carregaram a cultura do nobre fermentado. Instalaram-se por volta de 1870 na serra gaúcha, onde atualmente estão os municípios de Caxias do Sul, Bento Gonçalves, Flores da Cunha, Garibaldi, Carlos Barbosa, entre outros. Ali iniciaram o plantio dos primeiros vinhedos.

Principais uvas viníferas

Fonte: Anuário dos Vinhos do Brasil (safra 2012)

Hoje a cultura da bebida de Baco está espalhada pelos 4 cantos dos Estado, principalmente na região da Serra Gaúcha, Campos de Cima da Serra, Campanha e Serra do Sudeste. Veremos, rapidamente, todas elas:

Serra Gaúcha

A primeira a iniciar a cultura da vinha como dito acima. Hoje, compõe quase todos os municípios ao redor de Bento Gonçalves e Caxias do Sul, maiores cidades e, hoje, polos de metal-mecânica e indústria de móveis. Mas cidades ao redor são fortes produtoras de vinhos. Ali estão localizadas duas importantes regiões que já conseguiram seu selo de garantia de origem, o Vale dos Vinhedos e Pinto Bandeira. Locais que possuem invernos muito rigorosos, ideais para o descanso dos vinhedos e verões instáveis. Verões por vezes com forte insolação e seca, mas há outros com baixa incidência de sol, chuva e umidade, mas sempre com noites mais frias, ideais para um recesso da uva nos dias mais quentes.

Vindima na Serra Gaúcha

De qualquer sorte a Serra Gaúcha desenvolveu, através de investimentos em tecnologia e estudos, condições ideais para a produção de espumantes. Os vinhedos estão plantados numa altura média de 600 metros e as uvas maturam completamente, conservando uma acidez alta (algo raro) e perfeito para a produção do vinho base dos espumantes, sempre mais ácidos que os vinho tranquilos. Uva equilibrada nos traz vinhos equilibrados e com a mínima intervenção química. Certamente, hoje, seus espumantes estão entre os melhores do mundo.

Campos de Cima da Serra

Região que abrange o nordeste do Rio Grande do Sul. Tem na cidade de Vacaria seu centro geográfico. Sempre foi produtora de fruticultura de frio, como a maçã, pera, pêssego e figo. De uns 10 anos para cá começou o desenvolvimento de suas videiras.

São os vinhedos mais altos do Estado, altura media de 900 metros. Forte influência do frio, com seus invernos muito marcados e verões com ótima incidência de sol e noites muito frias, além de ventar bastante, que favorece a produção de uvas sadias e livres de umidade.

Os Campos de Cima da Serra

Um inconveniente são as geadas tardias que afetam as uvas precoces como a Chardonnay e a Sauvignon Blanc.

Como o calor é raro por lá, mesmo nos dias mais quentes do verão, é terroir ideal para as uvas brancas, como a Chardonnay e a Sauvignon Banc, bem como a sua parceira tinta a Pinot Noir.

Campanha

A região que vem ganhando muito destaque nos últimos tempos. Inicia em Bagé e vai até Itaqui, sempre costeando a fronteira com o Uruguai. Terrenos pedregosos com pouca matéria orgânica são condições de boas videiras. Destaca-se Santana do Livramento, cidade chave para esta região, pois há vinícolas por lá que iniciaram seu desenvolvimento na década de 70.

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Os invernos muito firmes, os constantes ventos secos que mantém os vinhedos livres de umidade (um dos grandes inimigos da uva), verões com muito sol e noites frescas garantem a sanidade e a qualidade das uvas.

Um ótimo exemplo é a Guatambu Estância do Vinho com sua moderníssima vinícola, certamente, irá desenvolver e muito a cultura da vinha na região. Já é normal ver ovelhas e gaúchos pilchados circulando pelos vinhedos. Aos poucos vão aparecendo plantações de uvas em quase toda a extensão da região.

Já é comum a presença dos vinhedos na paisagem da Campanha

Destaco, em especial, a uva Tannat, na região. Ícone do vizinho Uruguai, aqui nos brinda com um vinho muito frutado, alegre e sem nenhuma rusticidade, ao contrário da maioria dos Tannat uruguaios que são carregados de taninos e barricados. Um estilo diferente para a mesma uva. Os dias mais quentes e secos é que garantem uma maturidade melhor da uva, nos brindando o vinho destacado. Importante, também, é destacar que, apesar de algumas pensarem o contrário eu destaco que a região é produtora de espumante de alta qualidade.

Veja aqui um pouco mais sobre a relação da Tannat e o pampa gaúcho.

Serra Sudeste

A Cabernet Franc é uma das casta bem adaptadas à Serra Sudeste

Em diagonal, indo de Encruzilhada do Sul até Piratini, numa altura média de 400 metros, verões, também secos e ensolarados com noites frias e invernos firmes, solo pedregoso, é hoje, importante terroir gaúcho para uvas tintas como a Merlot, a Cabernet Franc, a Teroldego e a Cabernet Sauvignon que vão muito bem por aqui. Deu início a sua produção com a chegada de multinacionais do vinho, na década de 80. Hoje, consolidado o terroir e com vinhedos de muita qualidade desperta o interesse da maioria dos produtores nacionais de vinhos.

Altitude das regiões viníferas do RS

Assim, aos poucos os quatro cantos do Rio Grande do Sul vão se desenvolvendo e buscando as uvas que melhor se adaptam aos seus variados terroir.

 

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