A Marzemino e a Serra Gaúcha

Em breve teremos novidades vindas dos vinhedos da Serra Gaúcha

Já comentei sobre o renascimento de uvas esquecidas na Serra Gaúcha. Agora, vou falar um pouco sobre uma delas: a Marzemino.

Estive, recentemente, em estradas vicinais do Vale dos Vinhedos. Lugares calmos montanhosos e cheios de vinhas imponentes. Impressionante como a geografia assemelha-se ao Trento, uma dos três reinos de Veneza e de onde vieram à maioria dos imigrantes italianos.

A chegada à Serra Gaúcha

Por certo não escolheram esta região da Serra Gaúcha por semelhança à terra natal. Os alemães chegaram primeiro e instalaram-se no Vale dos Sinos. Aos italianos sobrou a Serra.

Com eles vieram as videiras e nestas as uvas que tinham a mão e conheciam. Todas elas nativas do Trento. O saudável movimento de resgate de uvas esquecidas pelo tempo nos trouxe a Marzemino.

A origem

Uva tinta do norte da Itália, portanto região mais fria mesmo nos dias mais quentes de verão nos trazem um vinho de médio corpo, ligeira acidez e aromas herbáceos mais suaves. Assim, completamente diferente dos vinhos tradicionais elaborados com a Merlot, Cabernet Sauvignon, Malbec e por aí vai.

Novas castas estão ganhando espaço na Serra Gaúcha

Parente da Refosco e da Teroldego muito utilizada no norte da Itália em corte com outras uvas. Mas, somente no Trento é utilizada em varietal.

Mudança de cenário

Na Serra Gaúcha, a Marzemino encontra todas as condições para se desenvolver plenamente. Era utilizada em lote com outras tintas e, hoje, graças ao trabalho de alguns produtores, vem sendo separada das demais uvas e recebendo o tratamento adequado para produzir um vinho diferente e no caminho contrário da globalização.

 

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