Vinho, funk e ostentação

A Moët & Chandon possui um vinícola em Garibaldi-RS desde os anos 70

Estourou Chandon, Champagne,
No banco de trás tá cheio de mulher
Vem com nós que nós sabe o que tu quer.
(sic)
MC Kelvinho - Nós sabemos o que elas gostam

Passei uns dias no Rio de Janeiro e posso afirmar com certeza: não gosto de funk. Aliás, gosto muito da mistura de Soul, Jazz e Rithm and Blues que surgiu nos EUA na segunda metade dos anos 60. Minha cisma é com o chamado 'funk carioca', com seus bondes e MCs.

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O que me levou a escrever esse texto é a citação frequente de bebidas no chamado 'funk ostentação'. Nesse caso, as letras não são sobre 'passinhos' ou 'quadradinhos', mas sobre marcas famosas. Objetivam mostrar a mudança extrema de condições de vida e a exposição pública dessa mudança: daí a ostentação.

Megane, Camaro, Hornet, Bandit, Oakley, Tommy, Lacoste, Louis Vuitton: veículos e roupas estão entre as marcas mais citadas e desejadas pelo público. Dentre as bebidas, destaque para os destilados Absolut, Red Label e Big Apple.

Mas a pauta de hoje é a bebida fermentada mais citada do funk ostentação: Chandon. Diversos MCs citam os espumantes, indicando o sucesso da bebida nos bailes, principalmente entre o público feminino. Segundo a letra do MC Dedé: 'chuva de Chandon, as novinha encosta'. Eis o segredo do sucesso no mundo do funk!

A Chandon é líder nos espumantes de luxo no Brasil, com 6 rótulos elaborados pelo método Charmat

Chandon do Brasil

Essa história começou a pouco mais de 40 anos, em 1973, quando a Maison Moët & Chandon decide inaugurar uma vinícola em Garibaldi - RS. Hoje a Chandon é líder nos espumantes de luxo no Brasil, com 6 rótulos elaborados pelo método Charmat.

A empresa pertence hoje ao grupo francês LVMH que agrega importantes marcas de vinhos e destilados ao redor do globo. Destaque para os espumantes Veuve Clicquot, Krug e Ruinart, os vinhos Château d'Yquem e Château Cheval Blanc e os Cognacs Henessy e os Whiskys Glenmorangie.

O que mostra que os funkeiros ostentam, mas nem tanto.

 

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