Mochileiro dos vinhos

Uma viagem amplia os nossos conhecimentos através da experiência

Viajar é, pra mim, a melhor maneira de mudar e aprender coisas novas. A história nos demonstra isso desde os mitos antigos (a epopéia de Gilgamesh, a Odisséia), passando pelas grandes navegações e a descoberta do Novo Mundo, até a geração beatnik e a contracultura, bem representada por On the Road, do Kerouak.

Uma viagem amplia os nossos conhecimentos através da experiência, e descobrimos novos sabores e aromas. O que é essencial para quem gosta de beber e degustar vinhos.

Tomemos por exemplo os vinhos brancos. As castas como Chardonnay, Riesling, Sauvignon Blanc, Gewurztraminer e Chenin Blanc são cultivadas há séculos na Europa. Mas foram redescobertas através das viagens pelo mundo.

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Em um primeiro momento, pela associação dos sabores já conhecidos dos seus vinhos, com os das novas frutas tropicais que chegavam. Eu imagino como deve ter sido para a primeira pessoa que associou um vinho Chardonnay à fragrância do abacaxi. De repente, havia uma percepção diferente, que ia além das maçãs, limões, pêras...

Hoje em dia é muito difícil pensar na aromática Gewurztraminer sem associà-la a lichia. Mas até quando foi assim? Em que momento a Ásia e a Europa foram unidas no nariz e no cérebro de um degustador?

Viajar ajuda a aprender sobre vinhos

A segunda redescoberta dos vinhos brancos ocorreu com o cultivo dessas castas no Novo Mundo. Da primeira vez viajaram os aromas. Dessa vez, os vinhos.

Um excelente exemplo disso é a Sauvignon Blanc que em Bordeaux, na França, apresenta notas mais cítricas e vegetais. Pode até evocar uma nota tropical, mas é algo discreto e pouco distinto. Por outro lado, essa mesma casta em um vinho da Nova Zelândia costuma mostrar notas intensas de maracujá, por vezes goiaba branca. É como se a uva se revelasse no Novo Mundo, como se a viagem a transformasse, trazendo à tona um potencial oculto.

Viajar transforma. Se queremos aprender mais sobre vinhos, não podemos ter medo de conhecer novos lugares

Viajar transforma. Se queremos aprender mais sobre vinhos, devemos fazer como Gilgamesh, Odisseu, Cabral, Sal e Dean. Conhecer novas frutas e, talvez, encontrar seus aromas nos nossos vinhos. (Sabia que Chardonnay pode ter aroma que lembra jaca? E que a Chenin Blanc costuma ter notas de manga?)

Devemos provar vinhos diferentes e exóticos, sem medo de pagar o preço dessa descoberta. Beber alguns vinagres e zurrapas pra, eventualmente, encontrar sabores únicos e desconhecidos.

Posso garantir que vale a pena. Palavra de um mochileiro dos vinhos.

 

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